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Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros não está com a vacinação em dia

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

Embora a grande maioria da população reconheça a importância da vacinação para prevenir doenças, a grande maioria dos brasileiros adultos (64%) não está com a caderneta de vacinação em dia. O estudo, encomendado por um laboratório farmacêutico, fez um levantamento em cinco países (Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos), com seis mil pessoas. A pesquisa divulgada nesta terça-feira, 7 de novembro, revela que um terço (33%) diz que “não sabe” ou “não sabe muito bem” quais vacinas estão disponíveis para a sua faixa etária. Esse porcentual aumenta entre os que não têm filhos: 45%.

A pesquisa revela ainda que 53% não priorizam a imunização como uma forma eficaz de prevenção de doenças e 29% acham que a prática se torna menos importante à medida que envelhecemos.

Conforme relatórios do Ministério da Saúde, nos últimos 5 anos, 58% dos adultos acima dos 18 anos se vacinaram contra a gripe no Brasil, seguidos de 41% contra a febre amarela e 27% contra a hepatite B. Outras doenças, no entanto, tiveram uma adesão vacinal muito baixa, como sarampo, caxumba e rubéola (10%), meningite C (7%), meningite B (7%) e meningite ACWY (6%). Quase a metade dos adultos (46%) afirmou que nenhum profissional de saúde jamais mencionou a importância da vacinação na vida adulta. O levantamento mostrou, no entanto, que, no que diz respeito à prevenção de doenças, os brasileiros preferem adotar outras práticas, como não fumar (81%) e se alimentar bem (78%).

Segundo Bárbara Emoingt Furtado, gerente médica de vacinas do laboratório farmacêutico GSK, a falta de conhecimento sobre os imunizantes disponíveis, a ausência de uma cultura de vacinação de adultos são motivos para a baixa cobertura. Uma outra razão seria econômica. “Quando falamos em saúde pública, sabemos que as crianças são mais suscetíveis e podem ter complicações mais graves do que um adulto saudável; então o foco costuma ficar nos menores, não criamos a cultura de vacinar adultos”, afirma. “O custo econômico também pode ser impeditivo”, pontua.

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