Antônio Frizzo

O poder de um único homem

Antônio Frizzo
Escrito por Antônio Frizzo

O PODER DE UM ÚNICO HOMEM!
Duvido que haja, no mundo, um homem que detenha tanto poder quanto no Brasil. Claro que as exceções são os países com criminosas ditaduras, onde o “presidente” manda prender, soltar e manda matar. Mas, em democracias – e não creio que alguém, em pleno uso da razão, pense que o Brasil não é democrático até demais -, tal poder inexiste. Estou me referindo, agora, a dois homens brasileiros: Luiz Fux, ministro do STF, e Pedro Parente, presidente da Petrobrás. O primeiro, Fux, de uma canetada, criou uma imensa despesa para o povo brasileiro pagar, o tal de auxílio-moradia, atribuindo-o a uma isonomia totalmente sem sentido. Já Pedro Parente decidiu que os combustíveis brasileiros devem seguir os preços internacionais do petróleo. E, pelo que se constata, ninguém, absolutamente ninguém impede esses atos impopulares ao extremo.

DESGOVERNO
Sim, claro, quando um país tem um governicho como o Brasil tem agora, nada melhor se pode esperar. Um governo que trata toda a população como se fosse composta por 210 milhões de imbecis, como pode ser qualificado? Para começar, sua autoridade é questionada pelo golpe aplicada, com o auxílio de partidos políticos recheados de corruptos da pior espécie. Depois, esses mesmos políticos ignoram denúncias de deixar Fernadinho Beira-Mar corado de vergonha por não passar de pivete e mantém o cara no poder. Assim sendo, poder-se-ia esperar algo melhor do que propaganda enganosa – como a que está sendo levada ao ar, paga com o dinheiro de nossos impostos – e desvarios como os que se constatam?

QUE POVINHO É ESSE?
Claro que um governo pífio desses e um somatório de desmandos como o que se vê só pode sair do seio do povo. A greve dos caminhoneiros que, estranhamente, não é apoiada presencialmente por toda a população, deixou setores desabastecidos, seja de combustíveis e, mesmo, alimentação e remédios. Diante dessa escassez o que se vê? Simplesmente CRIMES EXPLICITOS, ESCANCARADOS, contra a economia popular. Algum “jênio” em economia (há muitos “tecendo teses” por aí) poderá argumentar com “a lei da oferta e da procura”, fingindo ignorar que ela só pode ser permitida em SITUAÇÕES REGULARES DE MERCADO, onde a livre concorrência impera. E o que nossas “autoridades competentes” farão para colocar um paradeiro nesses crimes? Gasolina vendida a R$ 8,99? Batatas subindo de R$ 50,00 para R$ 500,00 ao saco? Que povinho é esse, que explora escandalosamente uma Nação refém de um desgoverno?

“LA GHE STÀ BEM”!
Meu pai, se vivo fosse e vivesse essa situação, certamente diria: “la ghe stà bem” (com meu perdão pelo péssimo italianês). Quando um governo desonerou folha de pagamento, reduzindo, portanto, a carga tributária de dezenas de setores da economia, ninguém valorizou e, logo, voltaram-se contra o governo, até mesmo quando o preço da energia elétrica foi reduzido. Detonaram ou auxiliaram os que detonavam a política de preços dos combustíveis. Pois bem, ajudaram a instalar esse governo no poder, apoiando-o. Agora chega a conta de tantas ações impensadas ou pouco analisadas antes de serem tomadas. Essa gente toda ficará no poder até 31 de dezembro de 2018, com o mesmo apoio, ou seja, ainda vai piorar.

É DE CORAR!
Que governos municipais, estaduais e federal estão “batendo pinos” até os pardais da Praça Dr. Tacchini sabem. E que o grande problema é a “máquina administrativa” de todos eles inchada, idem. Agora, que o prefeito do PSDB, de Porto Alegre, está assistindo a cidade se deteriorar, em todos os sentidos, leio que funcionários públicos CONCURSADOS – com ESTABILIDADE NO EMPREGO, portanto – recebem altos percentuais de aumento de salários, na medida em que somam anos no cargo, não há como ficar estarrecido. Funcionários ESTÁVEIS recebendo aumentos por serem ESTÁVEIS é “praacabá”, mesmo! E o pior de tudo é que essa prática absurda se prolifera por todo o Brasil, em todos os setores da atividade pública, de todos os poderes e, mesmo, de estatais. Podemos sustentar tudo isso?

A CARGA TRIBUTÁRIA
Não raro se ouve prefeito e governadores se queixando da “distribuição da carga tributária”. Sim, são trilhões arrecadados – mesmo com mais de 500 bilhões de reais sonegados – anualmente, entre todos. Mas, alguém já pesquisou quanto de arrecadação a mais foi concedida, pela Constituição de 1988, a Estados e municípios? Vou citar apenas um: o Imposto Único sobre combustíveis e minerais, antes exclusividade federal e agora tributados pelos estados e municípios – até abusivamente, em percentuais estarrecedores. Mas, há mais tributos concedidos aos estados e municípios. Vou comentar sobre eles assim que terminar minha pesquisa.

ÚLTIMAS

Primeira
Que soem as trombetas, repiquem os sinos, deem glória aos céus! Eduardo Azeredo, flagrado no “mensalão do PSDB” mineiro, precursor do “mensalão do PT, PP, PMDB, PTB, etc.” em 1998, teve prisão decretada pela justiça, VINTE ANOS depois;

Segunda
Agora é esperar que o restante da corja que pulula no Congresso e nos governos seja devidamente encarcerada;

Terceira
Interessante! Vi deputados do PMDB, que eram aliados do PT de Dilma, portando faixas com “Fora Dilma” na greve dos caminhoneiros de 2015. Agora, que tomaram o poder, sequer aparecem;

Quarta
É esse tipo de político-lixo – que agem de acordo com seus próprios “interésses” – que deteriora e coloca em cheque o sistema político brasileiro;

Quinta
Alô, Esportivo! O Lajeadense venceu o Ipiranga por 2 x 0 na ida e levou 4 x 1 na volta. Todo cuidado será pouco, portanto, contra o Pelotas, amanhã;

Sexta
O Inter embalou e marcha, agora, célere rumo ao título, conforme reza a IVI. Já o Grêmio, esfacelado por lesões em jogadores importantes, segue lutando contra suas dificuldades. Quem chegará? Quem viver, verá!

Sétima
O CIC/BG trouxe a senadora Ana Amélia (PP) para palestrar na reunião-almoço do dia 18. Eu a questionei. Falarei semana que vem sobre isso;

Oitava
Prefeito Pasin assegurou que aquela “coisa” na rua Ramiro Barcelos irá mudar. Esperemos!

Sobre o autor

Antônio Frizzo

Antônio Frizzo

Economista e colunista do Jornal Semanário há 35 anos.
antoniofrizzo@italnet.com.br
www.jornalsemanario.com.br

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