Editorial

Não paremos no tempo

Cristiano Migon
Escrito por Cristiano Migon

Há tempos, o Turismo em Bento Gonçalves – leia-se empresários, profissionais do setor e entidades – lutam por reconhecimento. O Turismo quer e precisa ser reconhecido cada vez mais como uma atividade econômica que gera emprego e renda, capaz de transformar a realidade de cidades e cidadãos. E neste segmento, a Capital do Vinho se tornou referência nacional do enoturismo, graças ao esforço, muitas vezes hercúleo, das cantinas e vinícolas, que mantêm a tradição no Vale dos Vinhedos, Eulália, no Caminhos de Pedra e nos distritos.

Mas assim como qualquer outra área, o turismo precisa se reinventar, e esse é um dos maiores desafios na nossa região. O visitante não mais se satisfaz com os tradicionais passeios em meio aos parreirais durante o período da Vindima, ou mesmo a colheita e consumo do cacho da uva, direto no local. Hoje em dia, todos procuram por experiências, algo que será sacramentado nas câmaras da memória até o fim. E é aí que entra o incentivo por meio de políticas públicas ao empreendedor.

Assim como qualquer outra área, o Turismo precisa se reinventar frequentemente

No último mês, duas visitas reacenderam a chama da esperança para a evolução do turismo na região. A líder de Governo, Joice Hesselmann, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, selaram seu apoio à proposta que cria a Zona Franca da Uva e do Vinho, uma iniciativa renovadora, que reduz o preço de venda nas cidades produtoras, atraindo assim mais turistas, fomentando a economia e dando espaço para a criatividade dos empresários para criar novas ferramentas e produtos, indo de encontro às experiências, como antes citado.

O Vale dos Vinhedos, assim como o Caminhos de Pedra, precisa se reinventar. Na atual conjuntura, mesmo com os expressivos números apresentados pela Secretaria de Turismo da cidade, corremos o risco de cair na mesmice, como ocorre em muitos outro locais, por não pensarmos diferente e não investirmos no diferente.

O turismo é, principalmente, grande gerador de receita, é social por gerar grande número de postos de trabalho direto e indireto; cultural, pois preserva a identidade do lugar, como monumentos históricos; e ambiental, por aliar renda e preservação.

Bento Gonçalves e toda a região ainda têm muito que desenvolver, pois a “indústria” do turismo pode e deve ser mais rentável que o setor industrial e rural, além de ser menos degradante. No mundo, essa é uma nova tendência econômica. Torcemos para que consigamos aplicar também por aqui.

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