Política

Marina Silva anuncia pré-candidatura à Presidência pela Rede

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

A ex-ministra e porta-voz da Rede, Marina Silva, anunciou neste sábado, 2 de dezembro, que será pela terceira vez candidata à presidência da República. A declaração ocorre em meio às movimentações de alguns deputados do partido para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara, de quatro deputados.

Numa reunião chamada Elo Nacional da Rede, em Brasília, representantes do partido nos Estados entregaram a Marina os resultados das conferências estaduais que aconteceram nos últimos dois finais de semana que pediam que ela colocasse seu nome como pré-candidata da legenda. “Obviamente que não estaríamos aqui para dizer um não. O compromisso, o senso de responsabilidade, sem querer ser a dona da verdade, me convoca para este momento”, disse Marina.

Em um discurso parecido com o das campanhas anteriores, Marina não citou nominalmente nenhum de seus pré-adversários, mas criticou indiretamente Jair Bolsonaro por prometer distribuir fuzis para fazendeiros enfrentarem o MST. A agora pré-candidata da Rede fez críticas também ao governo do presidente Michel Temer. Disse que a recuperação econômica ainda é lenta e que o País precisa de outras reformas que não as que o governo está propondo. “Um governo com 3% de aprovação não tem como construir reformas importantes, até porque as reformas importantes não são essas”, declara.

Segundo ela, a crise política foi causada por PT, PSDB e PMDB e que agora o eleitor deveria puni-los nas urnas. Ela repetiu o discurso usado nas eleições anteriores de que essa fraqueza aparente, que também é atribuída a ela, na verdade é força. “Esse não é o momento para salvadores da pátria, a pátria é uma construção de todos nós”, destaca.

Marina disse que sua motivação não é o poder pelo poder e que a política é um serviço. Citando a polarização na política, Marina disse que vai repetir a estratégia de não agressão durante as campanhas, porque o País está criando uma cultura política do ódio e “isso não é bom para a democracia”. “Ao me dispor a ser pré-candidata da Rede, vamos continuar dialogando com outros partidos e com a sociedade”, afirma.

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