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Logística reversa: pequenas atitudes que podem mudar o futuro

Lorenzo Franchi
Escrito por Lorenzo Franchi

Prática é implantada gradativamente em estabelecimentos de Bento

Um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ou em outros ciclos produtivos, ou com outra destinação ambientalmente adequada. Esta é a definição da Logística Reversa, prática que tem sido implantada por empresas de Bento Gonçalves e impulsionada pelo Poder Público Municipal.

De acordo com o administrador de empresa, da franquia Center Luz Iluminação em Bento, Giovani Foresti Calet, 39 anos, o empreendimento adota esta filosofia há mais de uma década. “Sempre estivemos atentos às tecnologias de inovação, a procurar estar adequados a mecanismos que não degradem o meio ambiente, que valorizem o sustentável. Isso é preocupação social com a natureza, com as pessoas”, ressalta.

Sobre a logística reversa na empresa, o administrado explica a funcionalidade. “O cliente vem até a loja, compra uma nova lâmpada e nos entrega o produto queimado. Por ele estar fazendo este processo de compra, ganha o retorno sustentável, no qual encaminhamos a empresa responsável o descarte para a reciclagem”, comenta.

Questionado sobre os motivos que levam a empresa a manter este ideal, Carlet é enfático. “Queremos reduzir o lixo. Se produz muito material que poderia ser melhor reaproveitado. As empresas devem ter essa consciência sustentável. Que mundo queremos deixar paras as próximas gerações? A natureza é um bem findável. Vamos cuidar. Todo mundo pode fazer sua parte”, salienta o administrador.

Itens como lâmpadas devem ser devolvidos aos locais de compra. Foto: Lorenzo Franchi.

Incentivo público

Com o intuito de disseminar esse ideal na Capital do Vinho, a Secretaria de Meio Ambiente propõe em sua rotina de atendimentos, consciencializações periódicas em instituições de ensino.

Conforme a secretária adjunta de Meio Ambiente, Barbara Zanatta, o trabalho de conscientização é contínuo e conta com a participação efetiva de demais órgãos da cidade e de empresas. “A Secretaria, em 2017, criou um cadastro a fim de alcançar o maior conhecimento dessa legislação pelos empreendedores. Assim, cadastrou as empresas comercializadoras dos produtos viáveis na logística reversa. Os mesmos, informados da campanha, apontavam onde destinavam seus produtos, conhecendo o cumprimento ou não da logística”, afirma.

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