Editorial

Hora da pechincha

Com inflação bem comportada, como comprovam os números de 2017 e a disposição dos consumidores, sobram razões, num quadro político mais saudável, para o mercado apostar em novos cortes de juros e em melhores condições para a economia em 2018. Entretanto, os efeitos da redução ainda não foram percebidos em todas as áreas. O preço do combustível aumentou, o gás também está mais caro, a carga de impostos do Governo está elevada e, em contra partida, o salário mínimo em vigor foi reduzido, fruto da queda no IGP-M. Toda essa montanha russa de custos em produtos e serviços joga o comércio em um mar de incertezas e instabilidade, respingando diretamente no consumidor, lotado na ponta da corda.

Embora todos os fatores apontem para a retomada no crescimento e redução nos preços, ainda é preciso estar consciente de que alguns produtos, como é o caso do material escolar, aumentaram de preço, em comparativo com o ano passado. Em seis dos sete locais consultados pelo Semanário houve elevação de até 115%. Embora seja difícil apontar culpados ou mesmo os fatores que resultaram na alta, o impacto no bolso dos pais e estudantes pode ser significativo, caso não haja prudência nas escolhas.

A dica dos economistas é para evitar a compra de materiais desnecessários – aqueles que não constam nas listas escolares – ou de itens que possam estar acima do preço normal devido a marca ou outros fatores menos relevantes.

Ou seja, voltar a pechinchar para garantir bons produtos com preço acessível. Janeiro é conhecido e temido por ser um mês de muitos gastos e pouca receita. Pequenas atitudes, como comparar os preços entre estabelecimentos, podem reduzir e muito o rombo nas finanças.

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Cristiano Migon

Cristiano Migon

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