Geral

Grupo de voluntárias aposentadas confecciona peças de lã para recém-nascidos e crianças carentes de Bento

Suellen Krieger
Escrito por Suellen Krieger

É no porão da casa da dona Dolores Tieppo Fornari, que todas às quartas-feiras de tarde, trinta senhoras aposentadas se reúnem para trabalhar pelo mesmo objetivo: deixar o inverno de bebês e crianças carentes de Bento Gonçalves mais quentinho.

Há dez anos, quando o denominado Grupo De Voluntariado Mãos Às Obras surgiu, a proposta inicial era confeccionar peças de lã e doar para recém-nascidos. “Em 2009 fazíamos poucas peças e mais voltada para os bebês que nasciam no Hospital Tacchini, no Centro de Referência Materno Infantil e no Centro Espírita Lar da Caridade. A gente doava essas peças e eles montavam os enxovais”, relembra a Coordenadora do Grupo, Dolores.

Com o tempo, as integrantes do Mãos Às Obras ficaram sabendo que as crianças pequenas passavam frio ao percorrer o trajeto de casa até a creche e vice-versa. Foi então que repensaram no trabalho do Grupo. A partir daí, as senhoras passaram a produzir peças para doar também para todas as creches municipais da cidade. “Pensamos em um agasalho que ficasse bom para elas e então bolamos o poncho com a toca e começamos a fazer para todas as creches municipais, todas as crianças recebem”, conta Dolores.

Todos os anos as diretoras das creches fornecem uma relação do número de crianças que frequentam, para que as integrantes saibam quantas peças será necessário produzir. Esse ano vão ser entregues entre 900 e mil ponchos com toucas e cerca de 500 casacos. Para conseguir se manter, as integrantes do grupo que não é ligado a nenhum órgão, colabora com uma mensalidade no valor de R$25,00, que é revertido na compra de lã e demais materiais para trabalhar. De vez em quando, também recebem doações em dinheiro ou em material de amigos.

Com o boca a boca o Grupo foi ficando conhecido e crescendo. Hoje, além das 30 senhoras que trabalham semanalmente na casa da dona Dolores, outras vinte senhoras fazem parte do Voluntariado à distância, trabalhando das suas próprias casas. “Tem gente de Garibaldi, Carlos Barbosa, Monte Belo. Eu dou a lã, elas fazem e me entregam as peças e depois a gente destina”, explica.

Dolores diz que gratidão é palavra que define o sentimento pelo trabalho solidário que realizam. “Isso nos engrandece. A gente se reúne, se diverte e ajuda alguém. Isso que importa”, afirma.

Maria da Graça Lorenzini, integrante do Grupo desde que ele surgiu, diz que se sente bem recompensada ajudando quem precisa. “A maior parte das colegas trabalhou a vida inteira em banco, sempre com números. Quando a gente se aposentou tínhamos o desejo de fazer algo mais humanitário. É uma maneira de agradecer por tudo ajudando os outros”, declara.

Sobre o autor

Suellen Krieger

Suellen Krieger

Deixe um comentário