Antônio Frizzo

Gasolina formulada?

Antônio Frizzo
Escrito por Antônio Frizzo

GASOLINA FORMULADA
Procurei informações sobre essa “novidade”. Para minha surpresa, a tal de “gasolina formulada” não é novidade nenhuma. Ela existe e está autorizada pela Agência Nacional do Petróleo há mais de dois anos. Eis o que obtive: “Combustível formulado não é sinônimo de batizado ou adulterado. Trata-se de um produto feito a partir de sobras de combustível comum, que depois são misturadas a produtos químicos para aumentar seu rendimento. A qualidade é inferior à gasolina comum, mas sua venda é autorizada pela ANP. Apesar de a gasolina formulada ser a mais conhecida, etanol e diesel também podem passar pelo mesmo processo de fabricação”. Mas, o que nós, consumidores, podemos pensar sobre isso? Simples: que precisamos rezar e torcer para que nossos carros não sofram prejuízos por isso.

IMORALIDADE OFICIAL
Aquela “coisa” que foi feita em 1988, a “constituição cidadã”, apresentava, claramente, que a taxa de juros no Brasil não poderia ser superior a 12% ao ano. Essa “bobagem oficial” durou muito tempo até “decidirem” que “não era bem assim”. Obviamente porque os bancos e financeiras deitavam e rolavam cobrando os juros mais altos da história da humanidade. Empréstimos, cheques especiais e cartões de crédito detonam nos que os utilizam taxas tão absurdas que custa a crer que as “autoridades competentes” não tomem providências contra elas. Agora, algumas dessas “autoridades” dizem que haverá “redução das taxas”. Mais uma vez, tripudiam sobre o povo brasileiro. Até os pardais da Praça Centenário sabem que isso jamais acontecerá. Ou será que alguém acredita?

MEMÓRIA CURTA?
Na década de 1990, fhc só não entregou a gravata porque era presente. As estatais mais rentáveis foram cedidas a preço de bananas aos “amigos do rei”, valendo-se, inclusive, de moedas podres e de financiamentos “mui amigos” do BNDES e de Fundos de Pensão. Já antonio brito fez o mesmo no Rio Grande do Sul. Em ambos os casos, sobraram dívidas monumentais para nós, povo. Na verdade, o que “venderam” foram as faturas para nós pagarmos. E, afinal, o que resolveu essa “privataria”? Absolutamente nada, óbvio! O Rio Grande do Sul está falido e o governo federal tem um rombo homérico nas suas contas. E agora o PMDB, que voltou ao governo, quer “vender” mais estatais. Tem credibilidade para isso? Resolverá o problema? As respostas são claríssimas, não? Ou será que temos, mesmo, sérios problemas de memória?

QUEM FISCALIZA?
Pois é, a primeira coisa que pensei foi: a quem cabe fiscalizar a produção e distribuição da “gasolina formulada”? Obtive a resposta lendo matéria sobre o assunto: “Foi revelado (OBS: isso em outubro de 2015) que contratos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) com universidades começaram a vencer e menos postos de combustíveis estão sendo monitorados. O resultado é menos fiscalização no combustível que você encontra. Com medo que os consumidores se sintam inseguros, estabelecimentos começaram a exibir faixas em que dizem “não vendemos gasolina formulada”. A pergunta que não quer calar é: Afinal, que país é este? Sim, existem leis que obrigam que os consumidores recebam todas as informações pertinentes aos produtos que compra. Creio, pois, que devemos receber todas as informações a respeito. Existe ou não essa gasolina? Se sim, onde e qual o preço justo por ela? Vou enviar a pergunta para a ANP.

TOLERÂNCIA ZERO
Rudolph Giuliani foi prefeito de Nova York de 1994 a 2002. Foi dele a decisão da “tolerância zero” com a criminalidade. As ações de Giuliani foram decisivas para reduzir a violência da Nova York, chegando ao ponto de se poder andar a qualquer hora nas ruas, com pertences da vista, sem medo de ser assaltado. Uma das inúmeras declarações de Giuliani foi: “- Nós enfatizamos muito o policiamento, mas ele deve ser acompanhado por condenações judiciais, muito frequentemente por encarceramento e também tem que envolver uma melhoria na comunidade”. No Brasil, a grande imprensa está sempre de plantão para demonizar a polícia. Nossos legisladores não oferecem ao judiciário condições plenas para condenar; nossos governantes não constroem presídios na quantidade necessária. Resumo: aqui se tolera tudo. O resultado é o que se vê, diariamente.

ÚLTIMAS

Primeira
Será que ninguém irá dizer ao sr. Temer que toda e qualquer reforma da previdência deverá começar pela do funcionalismo público? Se essa for efetuada, a do INSS será tranquila, até mesmo porque o déficit será reduzido substancialmente;

Segunda
O acerto do governo do Estado com o Federal, sobre a dívida é, no mínimo, estranho. Deixaremos de pagar por três ou seis anos. A dívida crescerá absurdamente. Aí um outro governador tentará governar um Estado ingovernável. É isso?

Terceira
A dimensão da desilusão do povo é tanta que a adesão de petistas e antipetistas, nas manifestações quando do julgamento de Lula, foi bem aquém do esperado;

Quarta
Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que estabelece a proibição de fumar dentro dos carros. Quem sabe assim, além de outras coisas, não veremos mais bitucas sendo jogadas pelas janelas dos carros;

Quinta
Inter, jogando contra os reservas do Boavista, classificou-se na pré-Copa do Brasil com o regulamento debaixo do braço;

Sexta
Já o Grêmio joga hoje contra o Cruzeiro, com seus titulares, finalmente, pelo ruralito. Se perder – o que não seria absurdo – a coisa ficará bem encardida para o Tricolor. A conferir.

Sobre o autor

Antônio Frizzo

Antônio Frizzo

Economista e colunista do Jornal Semanário há 35 anos.
antoniofrizzo@italnet.com.br
www.jornalsemanario.com.br

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