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Festa de Santo Antônio deve reunir 20 mil pessoas no Centro de Bento

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

A tradicional celebração religiosa do padroeiro de Bento Gonçalves ocorre na quinta-feira, 13 e chega a sua 141ª edição com o lema “Mostra-me, Senhor, teus caminhos”. A festividade inicia às 6h, com a alvorada festiva, seguida de programações de missas às 7h, 8h30min, 10h, 15h e 18h, e almoço festivo no Salão Paroquial às 12h. Às 15h, milhares de fieis deverão se concentrar na celebração das 15h, já que é celebrada de forma campal e seguida de procissão de Santo Antônio pelas ruas centrais. A estimativa dos organizadores é reunir até 20 mil pessoas no decorrer da programação.

Trajeto da procissão

Conforme a equipe coordenadora da festa, após a celebração das 15h, a tradicional procissão seguirá pelas principais ruas do Centro de Bento, iniciando pela rua Marechal Deodoro, seguindo pelas ruas Gomes Carneiro, Barão do Rio Branco até a Cândido Costa, retornando pela Marechal Deodoro até a Igreja Santo Antônio.  O Departamento Municipal de Trânsito (DMT), estará no local monitorando e coordenando o tráfego de veículos, em virtude do interrompimento parcial de alguns pontos. Conforme o DMT, o lado direito da rua Marechal Deodoro, desde a Júlio de Castilhos até a Igreja Santo Antônio, estará bloqueado a partir das 13h30min, sendo que o lado esquerdo estará livre para circulação de veículos.

A partir das 15h, a Marechal Deodoro com a Saldanha Marinho e a Rua Julio de Castilhos com a Ramiro Barcelos, também estarão com o trânsito totalmente interditado. A previsão de liberação é às 17h30min. O ponto de ônibus será transferido para a rua Ramiro Barcelos em frente ao Colégio Aparecida, e o ponto de táxi para a rua Barão do Rio Branco com a Dr. Montaury.

Todos os bloqueios estarão devidamente sinalizados e monitorados por Agentes de Trânsito que indicarão as rotas alternativas, conforme mapa.

85 mil pãezinhos abençoados para distribuição

Uma tradição milenar – que, segundo a devoção Antoniana, alimenta não apenas o corpo, mas também a alma. Um gesto que simboliza a caridade e a compaixão, oriundo de um milagre operado por intercessão de Santo Antônio. A nobre e tradicional distribuição dos pãezinhos bentos no dia 13 de junho é cercada por simbologias históricas – que se perpetuam anualmente nas comunidades onde o santo se faz padroeiro, como é o caso de Bento Gonçalves.

Com um viés comunitário muito forte e presente, o legado deixado pelos imigrantes italianos que colonizaram a região une os fiéis em um processo preparatório que exige colaboração de vários agentes sociais – desde os voluntários que auxiliam no recolhimento e posterior distribuição dos pães até os mercados e padarias que doam os alimentos.

A frente da coleta há mais de três décadas, seu Rui José Flaiban ressalta a contribuição dos estabelecimentos locais em prol da festa. “Recolhemos, em média, 85 mil pãezinhos – que representam aproximadamente 430 kg. São muitas padarias que contribuem para o sucesso da festividade doando a quantidade que podem oferecer, sejam 40 kg ou 50 kg, de acordo com a capacidade de produção, mas sempre prezando por esse ato de caridade ano após ano”, destaca.

As doações são produzidas e recolhidas na semana da festa e distribuídas por voluntários após serem bentos pelos sacerdotes presentes nas missas em honra a Santo Antônio – realizadas durante a programação de 13 de junho. Neste ano, serão 80 mil pãezinhos distribuídos durante todo o dia festivo.

A origem da tradição

Considerada sinônimo de caridade, a tradição nasceu a partir de um dos milagres do santo, cujo protagonista foi um menino de 20 meses que se afogou em um recipiente com água. Para salvar seu filho, a mãe do garoto fez uma promessa ao religioso de que, em caso da graça alcançada, iria doar aos pobres uma quantidade de pão igual ao peso da criança. Esse milagre deu origem a duas obras fieis ao espírito de Santo Antônio: a ‘Obra do Pão dos Pobres’ e a ‘Caritas Antoniana Onlus’ – que originaram organizações voltadas à caridade.

Em Bento Gonçalves, desde 1878, quando o sacerdote Giovanni Menegotto, de Pádua, foi designado para atuar na então colônia Dona Isabel, a festa em honra a Santo Antônio é realizada anualmente com forte apelo comunitário – tendo a implantação gradual da distribuição dos pãezinhos aos devotos.

Confira a programação:

6h: Alvorada Festiva com Repicar dos Sinos no Santuário e em todas as Comunidades

7h: Missa no Santuário (Pe. Gilnei Antônio Fronza)

8h30min: Missa no Santuário (Pe. Izidoro Bigolin)

10h: Missa no Santuário (Dom Paulo Antônio De Conto, bispo emérito de Monte Negro)

12h: Almoço Festivo no Salão Paroquial

15h: Missa Solene Campal, seguida de Procissão com Santo Antônio, pelas ruas centrais (Bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Leomar Antônio Brustolin)

18h: Missa de Ação de Graças e Apresentação dos Casais Festeiros de 2020 no Santuário (Pe. Ricardo Fontana)

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Ranieri Moriggi

Ranieri Moriggi

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