Paulo Vicente Caleffi

Dos restaurantes e das comilanças

Bento se destaca pela excelente gastronomia de seus restaurantes, fator que nos distingue e nos confirma no turismo pois comida e vinho andam sempre associados numa mesa de refeições.

Dos restaurantes e comidas do passado, quando não existiam pizzarias em Bento, as lembranças são ótimas.

O Restaurante Aliança, do sorridente Toninho, e a Churrascaria Brazão, ao lado da revenda SINCA, eram dois pontos fortes nos serviços de carne na brasa. O Mazo, com a Churrascaria Ipiranga, inovou com as variedades de espetos.
A comida escolhida por cardápio teve seu ponto alto com o Anápio Jaques. O restaurante, na Rua São Paulo, já no Borgo, encantava por seus deliciosos pratos e pela sofisticada maneira de servir. Cada mesa, com iluminação própria, deixava o ambiente muito elegante. Inesquecível o sorriso do “professor” Anapio e a posição de suas mãos, uma segurando a outra na altura do peito, palma contra palma, pareciam agradecer a presença dos clientes. Os empertigados garçons, de casaco e borboleta, eram um diferencial.

O Restaurante Nankin, ao lado do Clube Ipiranga, também servia por escolha de cardápio e os pratos, todos uma delícia.

Vale lembrar de alguns restaurantes com especialidades: o Poletto, naquela antiga casa grande localizada na entrada da Alameda Fenavinho, era especialista em pomba recheada. O Ranzi, famoso pelo bauru-ao-prato, ainda é comentado e tido como inigualável. O ovo cozido na água, fatiado, enfeitava o delicioso prato.

O bife à parmegiana do Jacaré, no restaurante do posto de gasolina na beira do asfalto. Que delícia!
Nos finais de semana, no salão de festas da Igreja São Roque, época do saudoso Padre Chico, as cozinheiras preparavam o bucho, ou tripada, e a fila dos devotos da comida era longa e com mais pessoas do que os assistentes das missas. Lá me habituei a comer o bucho como primeira refeição, um verdadeiro café da manhã, servido em prato fundo, acompanhado de pão caseiro e pimentão em conserva, hábito que ainda preservo.

Já é hora do almoço e a fome me trouxe estas boas lembranças. Confesso: tive água na boca lembrando dos inesquecíveis pratos.

Sobre o autor

Paulo Vicente Caleffi

Paulo Vicente Caleffi

Empresário e cronista do Jornal Semanário.
redacao@jornalsemanario.com.br
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