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Dia das Crianças: Brinquedos coletivos ganham espaço

Guilherme Kalsing
Escrito por Guilherme Kalsing

Linha de jogos educativos torna-se alternativa para o incremento educacional e de socialização para os pequenos

Depois do aniversário, o Dia da Criança é a comemoração mais esperada pela garotada durante o ano. Muitos pais optam por presentear os filhos com brinquedos, alguns em forma de surpresa, enquanto outros levam as crianças para escolher o seu presente. Neste universo, a linha de jogos educativos ganha cada vez mais adeptos e surge com alternativa para o tradicional.
No comércio, as optações são inúmeras e com preços variados ao bolso e gosto de pais e crianças, alguns vão para as opção consideradas tradicionais de brinquedos individuais. É o caso de Fernando Welter. “Meu menino tem quatro anos e gosta de carrinhos destes colecionáveis. Aproveitei a data para presenteá-lo com dois deles. Acredito que por enquanto seja mais atrativo esse tipo de presente”, conta.

Mas também há quem opte pela compra de jogos interativos, que trabalhem vários sentidos das crianças. Essa foi a busca feita por Patrícia Vinagre para seus dois filhos – um menino e uma menina, de oito e 12 anos respectivamente. “Eles já têm alguns de formato interativo e gostam bastante de brincar entre eles, com colegas e amigos. Particularmente, nós, como pais, também preferimos que eles brinquem como esses jogos com caráter mais de perguntas e respostas, controle de gastos, por estarem nesta idade. Por isso, vim pesquisar para depois trazer eles para a compra final”, planeja.

Há também quem compre para os filhos afilhados. “Para os meus, que têm entre dois e cinco anos, uma boneca e homem-aranha, que eles gostam. Para o afilhado, de 12 anos, um jogo”, conta.

A psicológa Mônica Vagliati entende que não há problemas na compra de brinquedos pelas famílias que possuem condições, porém ressalta algo importante para a formação das crianças: os pais. “O que deve ser destacado é que nessa era tecnológica, a presença e momentos interativos familiares importam muito mais”, destaca.

Com relação a brinquedos individuais ou jogos, Vagliati apresenta seu ponto de vista. “Tudo que for de cunho individual deve ser repensado. Os jogos são muito importantes na vida de uma criança, pois é um ensaio a frustração, socialização e aprendizados para a vida. O importante é a troca e a interação familiar através dos jogos”, sugere.
Ela ainda aconselha que haja brincadeiras lúdicas no cotidiano da crianças. “Devemos pensar a importância dos parques, jogar bola, peteca, esconde-esconde. Quanto mais simples, melhor”, acredita.

Comércio aposta na diversidade

Evandro Jauer, sócio da Mundo do Presente, faz uma análise no perfil dos brinquedos procurados por pais e crianças. “São muitas opções de todos os tipos. As meninas querem os colecionáveis, que são pequenos e em um preço acessível. Porém, exigem, em teoria, que outros sejam adquiridos justo por serem de coleções. Carrinhos, pistas e super-heróis também são procurados pelos menores. Para quem já está em uma faixa etária maior, os jogos, sem dúvida, atraem muito mais”, avalia.

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