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Desativação de UTI Pediátrica adiada

Cristiano Migon
Escrito por Cristiano Migon

Por recomendação do Conselho Municipal de Saúde (CMI), o desligamento da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital Tacchini foi prorrogado por mais 10 dias. O setor seria desativado na primeira semana de março, devido a falta de repasse de verbas públicas por parte do Governo Estadual desde o primeiro trimestre de 2014. A estimativa é que entre a falta de pagamento de serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e incentivos e complementações diárias, a dívida do Estado com a instituição seja de aproximadamente R$ 7 milhões.

Na tentativa de sanar o problema e evitar o fechamento da Unidade, foi convocada, em caráter de urgência, uma reunião entra a administração do hospital e a prefeitura. Como resultado do encontro, ficou estabelecido que o poder público municipal desempenhará papel de mediador nas negociações com o Estado. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o encontro com o Secretário Estadual de Saúde, João Gabardo dos Reis já está protocolado para acontecer na manhã desta quarta-feira, 4 de março.

Durante a conversa, o prefeito Guilherme Pasin destacou que a intenção do Governo Municipal é evitar o fechamento da UTI, garantindo o reembolso de valores não repassados pelo governo do Estado desde o primeiro semestre de 2014. “A saúde é uma das nossas maiores prioridades. 55% do nosso orçamento é investido nessas áreas e não deixaremos que está situação comprometa o atendimento à população”, diz.

O coordenador executivo do hospital Hilton Mancio, enfatiza que diversas reuniões foram convocadas com representantes do Estado desde 2014, porém, não surtiram resultado. Mancio revela que a instituição já esgotou seus recursos e cerca de 30% das dividas do Hospital foram pagas com empréstimos bancários, assim, juros que não serão ressarcidos pelo Governo estão sendo acumulados, gerando prejuízos ao hospital. “É uma atitude extrema na tentativa de conter gastos, não é o que o Tacchini quer, mas não temos outra opção caso os repasses não sejam pagos”, explica.

Leia mais na edição impressa do Jornal Semanário desta quarta-feira, 4 de março. 

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