Saúde

Casos de candidíase aumentam no verão; saiba como prevenir

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

Coceira intensa e vermelhidão na região genital são dois dos sintomas da candidíase, infecção que normalmente afeta as mulheres. Durante o verão os casos da doença aumentam, já que elas costumam ficar com biquínis molhados por mais tempo por causa da praia e da piscina.

Um ambiente quente e úmido é tudo o que o fungo precisa para se reproduzir e provocar a infecção. A Candida Albicans é o agente que normalmente causa candidíase. Para se prevenir, médicos orientam secar a região íntima após trocar a roupa molhada e evitar substâncias que podem gerar um processo alérgico ou um desequilíbrio da flora vaginal como protetores diários e papéis higiênicos perfumados. Ao surgirem os sintomas, o ideal é procurar um ginecologista para o diagnóstico.

Como se prevenir

Evite ficar, por muito tempo, com roupas íntimas e de banho molhadas. O ideal é trocar assim que sair do mar ou da piscina.

Prefira usar calcinhas de algodão em vez de tecidos sintéticos.

Tente evitar o uso de calças apertadas e jeans. Opte por saias e roupas mais leves para não apertar a região.

Durma sem calcinha para ajudar a ventilar a região genital.

Não lave as calcinhas com sabões em pó e amaciantes, pois estes produtos podem conter alguma substância que pode irritar a região íntima.

Roupas íntimas

Uma pesquisa feita pela universidade DeVry Metrocamp, de Campinas (SP), constatou que até 10 mil microrganismos podem ser encontrados em roupas íntimas, mesmo depois de lavadas. Foram analisadas 52 peças, sendo 27 novas e 25 usadas, após a lavagem. A pesquisa analisou cuecas, calcinhas e sutiãs recém-comprados e após as lavagens e identificou microrganismos relacionados a infecções urinárias, de pele e intestinal.

Nas peças novas, 85% tiveram crescimento de bactérias e 29%, além das bactérias, apresentaram contaminação por fungos. Nas cuecas, de cinco amostras analisadas, quatro estavam contaminadas, uma delas contendo mais de 100 bactérias. Os microrganismos encontrados foram Staphylococcus saprophyticus e Cândida albicans.

Já as calcinhas, todas as 14 amostras estavam contaminadas. Em uma delas, foram encontradas 250 bactérias, e a Staphylococcus aureus foi a mais comum. Também foram analisadas cinco peças íntimas infantis, que mostraram contaminação em 90% dos casos.

Nas peças usadas, 92% das amostras estavam contaminadas com microrganismos e nos sutiãs foram encontradas as bactérias E. coliCandida krusei e proteus mirabilis, que são relacionadas a infecções urinárias, de pele, intestinal e de garganta. Já nas calcinhas e cuecas, foram encontradas as bactérias E. coliK. pneumoniaeAcinetobacter baumaniS. saprophyticusS. aureusProteus mirabilis e Cândida.

 

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Ranieri Moriggi

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