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Casos contra animais se espalham na região

Guilherme Kalsing
Escrito por Guilherme Kalsing

Além de maus-tratos, envenenamentos e abandono estão sendo registrados nestes primeiros meses de 2019

Ocorrências de agressões, abandonos e envenenamentos contra animais em Bento Gonçalves e região se tornaram uma triste rotina. Fatos se somam e preocupam e deixam em alerta protetores dos animais. Em Carlos Barbosa, no intervalo de dois dias, quatro casos de envenenamentos levaram dois cães e dois gatos à morte, acendendo ainda mais o alerta na cidade.

Os casos contra os cães foram nas ruas Machado de Assim e Antônio Adriano Guerra, em intervalo de 24h. De acordo com voluntários da Associação Barbosense de Proteção aos Animais (Abapa), pedaços de carne, salames misturados com algum tipo de veneno, possivelmente para ratos, podem ter ocasionado as mortes.

De acordo com a voluntária Maria Fátima Boschetti, a Abapa  aguarda resultados dos exames para saber qual substância foi colocada na comida. “Uma veterinária, encaminhou as  amostras para análise. O resultado deve sair na próxima semana e teremos a certeza”, indica.

Já a ocorrência com os gatos foram registradas nos bairros Ponte Seca e Bela Vista. Dias depois, outros animais foram salvos com suspeita de terem sido envenenados.

Ainda segundo Maria, não é a primeira vez que essas regiões têm registros de mortes de animais. Para que novos  casos não aconteçam, orientações como não deixar os animais saírem dos pátios e ter a atenção nos passeios estão sendo repassados.

Em Bento, os envenenamentos também chegam até as Ongs. Recentemente, a Amigos Pet, recebeu o relato da morte de sete animais no bairro Imigrante. De acordo com uma voluntária, o pedido é que se registre um Boletim de Ocorrência (B.O) junto a polícia, e mesmo assim, por algumas vezes o alimento ter sido ingerido na rua, dificilmente se encontra quem praticou o ato.

Maus-tratos e abandono

Segundo Ongs de Bento, o número de maus-tratos cresceu nos primeiros três meses do ano. Animais presos em correntes curtas, sem abrigo durante o dia todo, em locais pequenos. Outros doentes e amarrados em pátio tomados de sarna estão entre as denúncias, através de fotos e vídeos. Voluntárias, se deslocam até os locais para verificar as situações dos animais, conversar com os donos em busca de uma solução e oferecer ajuda, as vezes aceita e em outras negada.

Em Carlos Barbosa, na Abapa, a situação também preocupa. “Nós (Abapa) não temos onde colocar esses animais. Temos dois locais de hospedagem são pagos e temos um lar temporário. As pessoas acham que nós temos canil, local, mas não temos isso e a princípio somos contrários, pois em outros municípios mostram que isso irá aumentar abandonos”, relata.

 

Foto: Abapa/Reprodução

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