Política

Bento Gonçalves: Vereadores aprovam extinção de 51 CCs

Cristiano Migon
Escrito por Cristiano Migon

Proposta, que também cria nove novos cargos técnicos, foi assentida por maioria de votos na sessão de segunda, 26

O projeto da Mesa Diretora que extingue 51 cargos de gabinete e cria outros nove para as Comissões técnicas foi aprovado por maioria de votos, na sessão ordinária da segunda-feira, 26. Alvo de intenso debate, os vereadores recusaram as duas emendas protocoladas pelo parlamentar do PTB, Paulo Roberto Cavalli, e assentiram com a matéria na íntegra.

As possíveis alterações à proposta foram votadas em primeiro momento. De acordo com a justificativa do propositor, a primeira emenda – que reduzia o numero total de assessores a dois por gabinete – “foi elaborada com base em outros municípios, como Caxias do Sul, que conta com 23 parlamentares, duas sessões semanais e apenas dois assessores por gabinete”. A proposição contou com o apoio de apenas dois vereadores.

A segunda alteração – também proposta por Cavalli – tinha por intuito a redução de nove para três no número máximo de cargos dispostos para as Comissões Técnicas, apontando uma redução de R$ 400 mil por ano com a nova formatação. Como contraponto à moção, o presidente do Legislativo, Moisés Scussel Neto (PSDB) ressaltou que “o fato de serem criados novos cargos não implica diretamente na contratação imediata para preenchimento das vagas”, utilizando como exemplo a política em execução na Casa desde o início da legislatura. A proposta também foi recusada, contando apenas com o voto favorável de quatro vereadores.

Por último, a PLO 29/2018 foi a plenário para votação. No início dos debates, o chefe do Legislativo rebateu um ofício, encaminhado pelo Vereador Camerini (PDT), sobre possíveis irregularidades na proposta da Mesa Diretora. Também defenderam a rejeição da proposta os vereadores Idasir dos Santos (PMDB), Agostinho Petrolli (PMDB), Elvio de Lima (PMDB) e Gilmar Pessuto (PSDB). O líder de bancada do DEM, Gustavo Sperotto, já havia apresentado um requerimento à Mesa Diretora para a redução de 17 assessores na Câmara de Vereadores.
Divergência no PDT

A sessão também foi palco para a votação de um documento que contesta a liderança de bancada do vereador Camerini (PDT). De acordo com o ofício, protocolado por Joselito Tonietto (PDT), os líderes têm que ser eleitos pelo colegiado partidário, o que não seria o caso do vereador. Para o presidente, após o manifesto, a indicação de líder do partido foi suspensa até o momento em que fosse interposta uma explicação por parte de Camerini. Conforme Scussel a resposta do parlamentar não foi convincente, motivo pelo qual a suspensão foi lançada para votação em plenário, sendo aprovada por 16 votos, com uma abstenção. Em nota, a assessoria do vereador informou que Executiva Municipal já reencaminhou ofício com a resolução.

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