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Bento Gonçalves e sua história

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Escrito por Assunta De Paris

Em 1925 a população do município era atendida por 249 estabelecimentos comerciais. Em 1933 inicia o calçamento da Rua Marechal Deodoro. A época também é marcada pelo surgimento de estabelecimentos especializados em tecidos e confecções. As ferrarias, selarias e os famosos “Fordecos” (carros da linha Ford) já transitavam pelas ruas.

A rede elétrica, em 1940, estende-se aos demais bairros e localidades do interior. A agricultura vai sendo substituída pela indústria, que aos poucos diversifica sua produção, gerando mais empregos. A industrialização atrai um novo contingente de trabalhadores, migrantes de outros municípios da região. Aumenta a circulação de dinheiro e muda os hábitos e costumes dos moradores. O poder de consumo da população aumenta com o desenvolvimento da cidade. Em 1943, chegou a Bento Gonçalves o primeiro Batalhão Ferroviário. Vindo de Santiago, a sede permaneceu até 1971, quando foi transferido para Lajes, Santa Catarina. Logo após sua instalação, o Primeiro Batalhão Ferroviário criou os departamentos de Saúde, Alimentação, Educação, Transporte, Recreativo e Desportivo. Sua participação foi destacada nos mais diferentes segmentos da sociedade, sendo considerado hoje um dos propulsores do progresso e desenvolvimento do município.

No início da década de 1950, o município apresentava uma população de 23.440 habitantes, destes 6.380 eram urbanos e 17.060, população rural. Na economia, destacava-se o setor agrícola, principalmente com a produção vitivinícola, além da agricultura de sobrevivência. Entre os estabelecimentos e empresas comerciais e industriais de Bento Gonçalves existiam: 12 madeireiras, 9 oficinas mecânicas, 9 casas de automóveis e acessórios. 8 olarias, 8 cantinas de vinhos, 7 ferragens, 6 fábricas de bebidas, 4 casas bancárias, 4 empresas de transportes, 4 casas de produtos coloniais, 4 fábricas de calçados, 4 fábricas de ferramentas agrícolas, 3 fábricas de móveis, 3 selarias, 3 torrefadoras de café, 2 livrarias, 2 tipografias, uma fábrica de sulfato de cobra e uma de curtume. O município ainda possuía 8 cooperativas; Uma Associação Comercial, fundada em 1914. 10 Associações Recreativas e Desportivas; Um Circulo Operário. 74 Escolas Municipais. Havia uma Biblioteca Municipal, fundada em 1941. Uma Estação de Enologia. Um posto de Higiene e um Aeroclube.

O trem não consegue atender o ritmo de crescimento e, em 1970 iniciada a RST 470, totalmente asfaltada, graças ao impulso dado pelo marco Histórico da Primeira FENAVINHO, realizada em 1967. Podemos dividir a história do ANTES e do DEPOIS da importante festa. Graças às lideranças que, com muita habilidade, projetaram o nosso município para uma esfera nacional e internacional.

Em 1975, a base da economia concentrava-se ainda na agricultura, sendo um grande produtor de uvas e vinhos, com grande destaque nos móveis, couro, entre muitos outros totalizando 480 indústrias. Em 1977, surge a Movelsul, com o nome de Mostra do Mobiliário. Em 1990 a Primeira EXPOBENTO. Em 1993 – A FIMMA – Feira Internacional de Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para a Indústria Moveleira. No ano de 2004 A FIEMA BRASIL – Feira Internacional de Ecologia e Meio Ambiente.

“Conheça a HISTÓRIA do NOSSO município. Ela é nosso maior Patrimônio Cultural…”

Sobre o autor

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Historiadora e colunista do Jornal Semanário há 30 anos.
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