Economia

Bento-gonçalvenses já pagaram mais de R$ 60 milhões em impostos neste ano

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

O bento-gonçalvenses já pagaram mais de R$ 60 milhões em impostos nesse ano. O valor foi registrado no sábado, 28, através do site “Impostômetro”, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que levam em consideração os nove primeiros sete meses do ano.

O valor em 2018  é 9,29% maior do que o do mesmo período de 2017, em que foram gastos só com impostos R$ 54,9 milhões. Ou seja, em um ano foram cerca de R$ 6 milhões a mais pagos aos cofres da União em tributos (impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária).
Até o momento, o mês que teve maior valor quando o assunto é impostos foi janeiro em disparado, com R$ 10,6 milhões desembolsados pelos bento-gonçalvenses. Na sequência está abril (R$ 9 milhões) e em terceiro junho (R$ 8,4 milhões). O mês de 2018 com menor gasto com impostos foi fevereiro (R$7,8 milhões) seguido de maio (7,9 milhões) e março (8,2 milhões desembolsados cada).

Em 2017 o mês com maior gasto com impostos foi também janeiro com R$ 10 milhões, seguido de fevereiro, março e junho (ambos com R$ 7,4 milhões)  e maio (R$ 7,3 milhões).

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Bento Gonçalves, Silvio Bertolini Pasin, não houveram aumentos de impostos no período. No entanto, o que ocorreu, segundo ele, houve maior base de arrecadação com provável diminuição de sonegação de tributos e melhora na economia. “Com certeza houve uma pequena reativação da economia, um equilíbrio. Nem em baixa nem em alta. A indústria também se recuperou levemente e pouco disto agrega valor, ou seja o imposto da indústria impacta mais forte na economia”, avalia.

R$ 1,35 trilhão no país
Até o momento,  o Impostômetro chegou a R$ 1,35 trilhão. No ano passado, a mesma marca foi atingida mais tarde, dia 18 de agosto. O que mostrou que assim como em Bento Gonçalves, houve aumento na arrecadação. “A inflação pesou muito no período, aumentando o bolo arrecadatório; ela tem caído, mas ainda é alta. Também contribuíram a elevação de algumas alíquotas e a recuperação mesmo que lenta de alguns setores da economia”, aponta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

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