Assunta De Paris

As causas da emigração

Assunta De Paris
Escrito por Assunta De Paris

Na Itália, no século XIX= 19, ou seja de 1800 até 1870, não havia paz. Em 1796 aconteceu a invasão napoleônica, que perdurou até 1815; em seguida sobreveio a dominação austríaca; depois surgiram as constantes insurreições e lutas pela sonhada independência e unificação total da Pátria, conseguidas somente em 1870.

Existiam igualmente perseverantes ressentimentos, revoltas, maus tratos e mortes entre os miseráveis e os mais abastados, gerando um clima insuportável. A imensa massa dos agricultores não possuía um palmo de terra nem casa própria, e o desemprego se alastrava, principalmente no norte da Itália, na Bacia do Rio Pó, onde vigorava o feudalismo (propriedade rural). Uns poucos soberanos eram donos de todas as terras, as quais eram confiadas aos vassalos para que as cultivassem e fizessem produzir. Esses súditos arrendavam os latifúndios dos patrões dividindo-os e subdividindo-os em pequenas porções aos “contadini” (agricultores) que os exploravam à meia ou até menos, isto é, deviam dividir pela metade de tudo.

Para que esses campos produzissem satisfatoriamente, deviam ser abusados por conta de quem os cultivava.

Encarando o futuro não viam nenhuma luz no fim do túnel; seria sempre pagar aluguel das sugadas terras e das pobres casas.

Durante os meses do rigoroso inverno, por causa do frio e da neve, não conseguiam trabalhar os campos.

O desemprego e a fome estava presente em toda a parte. A numerosa massa popular era impedida de votar, porque o título eleitoral devia ser comprado por alto preço; assim apenas uns poucos o adquiriam e só esses votavam; eles elaboravam as leis, naturalmente sempre favoráveis a eles. Por isso surgiu o adágio: “Sapete che i siori, la lege i se la fá lori”… (Os ricos fazem as leis em proveito próprio).

Diante desse total falta de comida, liberdade e sem vislumbrar um futuro melhor os miseráveis italianos julgavam que a solução era EMIGRAR. Diziam: “Mortos por mortos, vamos tentar uma saída”.

Em face dessas dificuldades, recendeu-se o ânimo, o espírito de busca, o ideal dos vênetos e a Esperança de uma vida.

Assim os que se decidiam, foram impulsionados pela coragem, pelo pioneirismo, pelo caráter desbravador, pela disposição de VENCER PELO TRABALHO…

“SAÚDO E PARABENIZO TODOS OS QUE COM SEU TRABALHO, AJUDARAM A CONSTRUIR O QUE SOMOS HOJE… UMA REGIÃO DE GRANDES VALORES…”

“SEM COMBATE NÃOHÁ VITÓRIA!”

Sobre o autor

Assunta De Paris

Assunta De Paris

Historiadora e colunista do Jornal Semanário há 30 anos.
redacao@jornalsemanario.com.br
www.jornalsemanario.com.br

Deixe um comentário