Cultura

Arte: desenhos que marcam a trajetória e os sonhos

Cleunice Pellenz
Escrito por Cleunice Pellenz

Exposição ‘Nossos Pequenos’, de Júlia Pasquali, é destaque em Gramado

Júlia Pasquali tem um sonho incomum: o de inspirar pessoas, independente da idade ou condição financeira. E é isso que ela tem feito nos últimos anos, por meio de suas exposições. A pequena artista utiliza apenas lápis para dar formas e traços aos personagens de seus desenhos. Além de ter suas exposições em Bento Gonçalves, Júlia estará expondo e dividirá sua experiência neste final de semana, durante o II Ciclo de Palestras Desafios da Educação, que acontece em Gramado hoje.

Ela diz estar muito feliz com o convite e com a oportunidade. “Estou muito ansiosa e agradecida, não posso dizer que é um sonho, afinal, nunca imaginei algo parecido acontecer”, pontua. Júlia também fala que a psicóloga e professora/coordenadora dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Ane Sganzerla Breitenbach, conheceu seus trabalhos. “A partir disso ela me convidou para algumas atividades na instituição de ensino. Desta forma, mostrou para a coordenadora do II Ciclo de Palestras Desafios da Educação. Meus trabalhos chamaram a atenção dela, e veio o convite para a exposição e depois para o Talk”, explica, falando sobre os trabalhos que estarão expostos no evento e sobre a conversa que terá com o público de diversos lugares do Brasil.

A exposição deste ano se chama “Nossos Pequenos”, e demonstra o amor, o carinho e o respeito dos humanos para com os animais. São gatos, cachorros e famílias retratadas em desenhos feitos com muita dedicação. “Todos nós temos o nosso lugar no mundo e temos algo a ser descoberto, uma habilidade, um hobby… Buscamos amigos, independente de raças, e muitos de nossos peludos são os melhores companheiros. Eles têm sentimentos e precisam ser respeitados. Nessa exposição é retratado o carinho dos pets com seus donos e vice-versa”, esclarece.

Aos poucos, Júlia se aprimora e testa suas habilidades. Apesar da pouca idade, ela sabe o que quer. “Minha principal inspiração sempre será minha professora, Marjori Brandolt Vaccari que, desde o início, acreditou em mim e no meu potencial. Tenho outras como Charles Laveso e Leonardo da Vinci, porém minha professora sempre estará em primeiro lugar”, frisa. E complementa. “Desde a primeira entrevista sempre disse que, por mais que me considerem uma artista, para mim esse termo não se encaixa. Eu acredito ser uma garota como várias outras pelo mundo, que tem um sonho diferente dos demais, sem ter fama, dinheiro, mas apenas inspirar, indiferente da idade e condição”, ressalta.

Ela também incentiva àquelas pessoas que desejam seguir uma carreira na arte. “Nunca sequer sonhei com isso, na realidade, meu sonho de infância sempre foi ser modelo, porém, quando tudo isso começou a acontecer na minha vida, fiquei ‘catatônica’ porque não esperava nada disso! Desde a minha primeira exposição, eu apenas me perguntei, ‘Qual é o real motivo para eu me arriscar?’, e de fato eu achei uma resposta: ‘Eu quero inspirar’”, afirma. Segundo Júlia, ser artista é, acima de tudo, encantar e ter um propósito maior em sua vida. “Artistas de verdade não precisam ser famosos ou conhecidos mundialmente. Você pode ter todos os medos do mundo, mas, se quer ser mesmo, a qualquer momento sua estrela irá brilhar. Para isso você tem que saber que não pode desistir quando nos derrubam ou nos culpar por não atingirmos o que esperávamos. Apenas com força de vontade, você irá conquistar seu ideal”, ressalta.

A exposição ‘Nossos Pequenos também poderá ser conferida entre os dias 6 e 31 de agosto, na Casa das Artes.

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Cleunice Pellenz

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