Antônio Frizzo

Agora vai?

Antônio Frizzo
Escrito por Antônio Frizzo

AGORA VAI?
Pois o nosso governo estadual segue o mesmo caminho que o seu colega de partido, antonio brito. Ninguém desconhece a “privataria” que brito levou a cabo no seu governo. “Vendeu” estatais gaúchas por preços “módicos” e entregou ao pedagiamento as principais rodovias do Estado, cercando as grandes cidades, sem pensar um mínimo nos cidadãos. A “privataria” entregou os ativos, as faturas para cobrar contas de luz e telefone, tendo o “cuidado” para que o povo gaúcho pagasse o passivo, inclusive o passivo oculto (reclamatórias trabalhistas) que montava em mais de 100 milhões. E acredito que até agora, passados mais de VINTE ANOS, esses passivos da CRT e CEEE ainda têm muito a serem pagos. O PMDB, com brito, Rigotto e Sartori ficou marcado por privatizações, aumentos de impostos e utilização de depósitos judiciais. Melhorou? Resolveu?

OU NÃO?
O atual governador, logo ao assumir, enfiou goela (ou bolso) abaixo da população AUMENTO DE ICMS. Com a colaboração de seus aliados da Assembleia, o ICMS foi aumentado em 1% (era 17%, que na realidade significa 20,48% e passou para 18%, na realidade, 21,95%) em todos os produtos, sendo que nos combustíveis, comunicações e energia elétrica a paulada foi de 5%, ou seja, na realidade passou de 33,33% para 42,85%. Em síntese, os cofres do Estado estão sendo “regados” com vários bilhões de reais por ano. Resolveu? Não, claro, pois até os salários de servidores estão sendo pagos com atraso e parcelados. Rigotto aumentou impostos, não resolveu; brito, além de aumentar impostos, “privatizou” tudo o que pode; Sartori aumentou impostos, liquida com fundações importantes e quer porque quer vender estatais (imitando brito), tendo já vendido parte do Banrisul (imitando a Yeda Crusius, que também vendeu parte dele). E com tudo isso o Estado ainda está falido. Resolveram? Não, porque não adianta vendermos a mesa da cozinha se estamos devendo um milhão de reais. No máximo, conseguiremos ficar sem a mesa. E o RS ficou sem mesa, sem cadeiras e breve, sem vergonha.

REVOADA
O evento realizado no Palácio Piratini foi deveras concorrido. O que poderia ser um ato simples, de algo que é um dever do Estado e direito de Bento Gonçalves, foi transformado num gigantesco ato político. Um grande número de funcionários públicos deslocou-se para Porto Alegre. Para fazer o quê? Aparecer na foto? Até a sessão da Câmara deixou de ser realizada por ter apenas quatro vereadores presentes. Os demais devem ter contribuído muito para assinatura do documento, não? Aliás, houve uma revoada de vereadores recentemente e haverá outra agora. Resta saber quando divulgarão quais os benefícios que nós, que pagamos a conta, teremos com essas viagens.

ATÉ QUE ENFIM!
Depois de mais de uma década de entraves, eis que surge uma luz no fim do túnel: Bento Gonçalves terá um novo presídio. Já estava disponível toda a verba necessária, autorizada pelo governo federal. Isso há 12 anos. Mas, a “caranguejada”, sem nenhum constrangimento e sob o olhar complacente e omisso de toda a população, conseguiu impedir a obra, sob estapafúrdios argumentos. Perdemos a verba. O presídio continuou no centro da cidade e sequer foi explorado como “atração turística” (sim, qual cidade tem um presídio – uma bomba-relógio, como o qualificou o então major Marinho – no centro, no coração da cidade?). Pois é… Mas, eis que o governo do Estado resolveu abraçar a causa e, com permuta por imóveis (inclusive o do próprio presídio e delegacias), construirá o novo presídio. Dizem que até dezembro de 2018. Particularmente, considerando-se o histórico de todas as obras públicas, duvido muito que cumpram. Mas, poderemos ter renovadas esperanças que, mais dia, menos dia, o absurdo sairá do centro. Quem viver, verá!

CONSTITUIÇÃO?
Quem já leu essa coisa que chamam de “constituição cidadã” (eu a li e reli muitas vezes, inclusive todas as suas Emendas), deve estar entendendo tudo o que se passa no Brasil. Nossa Carta Magna é um festival de incoerências, tanto que o STF nunca consegue chegar a um consenso sobre sua interpretação, que deveria ser pacífica. E toda a legislação que foi elaborada sob a égide dessa “constituição cidadã” serve apenas para tolher o direito das autoridades constituídas (ou óbvias, como a dos pais e professores, por exemplo). Os presidiários, por exemplo, decidiram incendiar colchões e nós, povo, pagamos a conta da reposição. Agora, graças à impunidade, incendeiam presídios inteiros. Afinal, quando surgirá alguém que dê soco na mesa e diga BASTA!? Sim, e faça com que eles, os incendiários, paguem tudo o que destruíram. Ah, não têm dinheiro? Simples: façam-nos trabalhar para pagar e enquanto não estiver tudo recuperado, que vivam entre os destroços que criaram.

Últimas

Primeira
Nunca pensei que depois de ter estudado tanto, lido tanto e ter acompanhado tanto a economia, poderia chegar ao ponto de dizer que não entendo absolutamente nada do que está acontecendo no Brasil;

Segunda
Não entendo o porquê, porém os índices inflacionários oficiais divulgados não batem com o vivenciado no dia-a-dia, não só meu mas de muitos que ouça reclamar;

Terceira
E quando todos entenderão que desemprego e baixa renda afligem, diretamente, a economia como um todo?

Quarta
Alguém ainda têm dúvidas sobre a “imunidade” de gente do PSDB? Se tem, é melhor saber as últimas sobre Aécio, Alkmin e Serra;

Quinta
Aliás, o PMDB, PT e PP, que são recordistas em gente processada e presa, deveriam exigir igualdade de tratamento, conforme a “Constituição Cidadã” determina;

Sexta
O Inter e o Grêmio (mais conhecido no meio vermelho como “lanterna azul”) iniciam a participação no Brasileirão, desta vez ambos na série A. O que se poderá esperar deles? Só o tempo dirá!

 

Sobre o autor

Antônio Frizzo

Antônio Frizzo

Economista e colunista do Jornal Semanário há 35 anos.
antoniofrizzo@italnet.com.br
www.jornalsemanario.com.br

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