Saúde

Aedes Aegypti: calor e chuva aumentam proliferação

Ranieri Moriggi
Escrito por Ranieri Moriggi

Equipe da Vigilância em Saúde de Bento reforça fiscalização em fevereiro, período em que o mosquito fica mais ativo

As previsões climáticas indicam recorrentes períodos de chuva para o mês de fevereiro e isso acende o alerta para as vigilâncias epidemiológicas dos municípios, inclusive em Bento Gonçalves que até janeiro passado confirmou a existência de focos do Aedes Aegypti em pelo menos cinco bairros. Com o calor propício da estação e a água que acumula em potes, garrafas, pneus, terrenos baldios, entre outros locais que podem virar criadouros dos mosquitos, a coordenação da Vigilância em Saúde, faz um alerta e apresenta aos moradores os números das ações realizadas nos últimos anos para combater o problema.

Comprovado pela ciência que água limpa, parada, aliada ao calor e umidade, o ciclo de vida do inseto acaba sendo acelerado, contribuindo para o aumento da proliferação do Aedes. Além disso, a persistência de temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas em todo o Rio Grande do Sul devem redobrar a atenção na Capital do Vinho. De acordo com levantamento divulgado pela secretaria estadual da Saúde, em janeiro 320 municípios registraram infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, considerado um índice alto, quando analisada a série histórica. Em 2016, foram mais de dois mil casos autóctones em 210 cidades. Desde então, houve aumento gradativo do número de municípios infestados.

Para o responsável pelo setor de Vigilância Epidemiológica da secretaria municipal de Saúde, Rafael Vieira, diariamente, os agentes de endemias seguem visitando imóveis na cidade, orientando a população, identificando e eliminando possíveis focos do mosquito. Conforme Vieira, mesmo sendo um trabalho contínuo, os esforços precisaram ser redobrados devido aos focos identificados nos bairros Botafogo, Pomarosa, Cidade Alta, Santa Rita e São Francisco. “Ao encontrar larvas, nossos agentes coletam o material para serem analisados e identificados como sendo de Aedes aegypti ou não”, explica.

Conforme Vieira, em 2017 e 2018, não foram identificados focos durante os dois primeiros meses. Neste ano, até o momento, foram identificados 13 focos, sendo oito deles no bairro Botafogo. O responsável pelo setor salienta a importância da população estar atenta aos possíveis criadouros e conscientizar-se da importância na prevenção. “É fundamental a colaboração da população nessa luta: não jogar lixo nas ruas e terrenos baldios; eliminar recipientes com água parada em suas residências ou protegê-los com telas ou outros dispositivos de bloqueio contra insetos, como no caso de caixas para coleta da água da chuva; e permitir a entrada do Agente de Endemia em sua residência, e acima de tudo, ouvir e colocar em prática suas orientações”, reforça.

 

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