Esportes

A sintonia de pai e filha também no esporte

Guilherme Kalsing
Escrito por Guilherme Kalsing

A quadra foi por longos anos o ambiente que Rodrigo Rivoli, esteve atuando nas diversas equipes de vôlei, incluindo em Bento Gonçalves, em uma época não tão distante. Foi ali que a sua filha, Pietra, praticamente nasceu e acompanhou toda a trajetória do levantador. O DNA esportivo acendeu, desenvolveu e o gosto pela quadra se manteve, mas ao invés dos ginásios, eles, juntos, optaram pelo saibro e cimento, a bola pequena e as mãos usadas para segurar a raque de tênis. E seja em quadra ou fora dela, os dois tornam a simetria entre pai e filha ainda mais especial.

Desde muito cedo, Rodrigo criou uma relação com o esporte, vinda de seus pais esportistas amadores. Em terras mineiras, jogou futebol nas escolinhas do Cruzeiro, mas o crescimento e aptidão física o levaram para o voleibol, até se tornar profissional. O tênis, também foi acompanhado e praticado, como uma alternativa. Ensinamentos que ao lado de sua esposa, que é advogada, os fizeram também colocar em prática com a primogênita, Pietra, quando tinha cinco anos. O esporte escolhido, foi o tênis e assim, juntos, começaram a caminhada, como comenta Rivoli.

“Nunca forçamos ela a fazer esporte, só queríamos que fizesse uma atividade física, de forma mais lúdica. Eu comecei a jogar junto com ela. Passou um tempo, conversamos com ela se queria jogar de forma competitiva, ela gostou da ideia e agora está em torneios do estadual e nacionais”, lembra.

De acordo com Rivoli, o fato da menina ter iniciado desde cedo em um ambiente com vários atletas, ajudou a criar o fator competitivo. “Ela nasceu no esporte de alto rendimento, conviveu por anos nesse meio, conheceu e convive com campeões olímpicos. Acho que isso criou nela a competitividade. Luta por todos os pontos, quer vencer, é focada no jogo”, destaca.

Com relação a dividirem os momentos dentro de quadra, Rivoli destaca essa importância. “A mesma conexão que temos em quadra, temos fora. Antes de ser pai, temos que ser amigos, ainda mais com uma menina, é necessário ter essa relação. É uma alegria muito grande participar com ela. Às vezes a gente passa por sacrifícios para estar juntos, mas tudo vale a pena, é com prazer. Não tem preço ver o desenvolvimento dela, independente se chegará ao alto nível”, finaliza.

Ao falar do pai na sua vida fora e dentro da quadra, a menina Pietra não esconde o sorriso de admiração. “O meu pai sempre me apoia, me dá dicas sobre o jogo, o que eu preciso melhorar, o que fiz de bom. Ele é meu coach, meu amigo e é muito importante tudo o que ele faz por mim para estar aqui, jogando”, enaltece.

Perguntada como definiria seu pai como coach, Pietra não perdeu a chance de brincar. “Ele é o Tony Carrasco. O Tony Nadal, pai do Rafael do Rafael, é chamado assim. Os dois são bravos, não pegam leve. Mas sei que é tudo para o meu bem como atleta”, exemplifica.

O DNA de atleta competitivo de Pietra, é visto pelo pai nos tempos de quadra, como ele mesmo define. “A resiliência e a perseverança. Eu passei por algumas dificuldades, mas dentro da quadra tinha raça, luta, caia e levantava. A Pietra compete com essas características. Os esportes são diferentes, mas ela tem a disciplina de entender que para chegar no alto nível que ela espera. Tem e precisa se doar, e o preço disso é maior. Eu ajudo ela na parte mental, porque o tênis é individual, não por equipe como no vôlei. Então, tento de alguma forma fazer ela entender a importância disso, e vem dando certo”, exalta.

Sobre o pai dentro das quadras de tênis, a menina se diz nervosa ao assistir. Ela aproveita para mandar uma mensagem de dia dos pais para Rivoli. “Meu pai é a pessoa que acredita no meu potencial. Só tenho a agradecer todo o apoio, carinho, broncas e ensinamentos que ele me passa todos os dias para que eu chegue alto no tênis. Quero dar muitas alegrias a ele, porque meu pai merece”, valoriza.

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