Assunta De Paris

A nossa festa – Santo Antônio

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Escrito por Assunta De Paris

Minhas primeiras palavras, não são propriamente minhas, são experiências vividas por todos os que sentem a responsabilidade de conduzir e registrar a história. Cabe a cada geração, consciente, a tarefa árdua de ser digna da hora que passa, para cercar de possibilidade autênticas o0 dia de amanhã, sem esquecer a lição dos que vieram abrindo caminhos e semeando boas sementes, antes que nós.

Um povo sem tradição, é um povo que traz a morte dentro de sua alma. Tudo isso está aqui presente, porque de ano para ano, somos solicitados a solicitados a devolver um merecimento comunitário à tradicional festa em honra ao município de Bento Gonçalves.

Há mais de cento e quarenta anos, o que era um refúgio seguro de selvagens, passou a ser herança conquistada palmo a palmo pela coragem de uma leva de colonos que, derrubando a mata, angicos e pinheiros, transformaram esse chão em promissoras roças; começava então o primeiro capítulo do milho, do trigo e da videira.

Aos pioneiros seguiram-se outros, muitos outros. A floresta ficou subitamente traçada de picadas. O machado rompia a solidão dos bosques e, juntos aos ranchos erguidos as pressas, viam-se as sementes bendizendo o suor de cada dia.

Tudo era promessa nos primeiros tempos de nossa história. E hoje, lembranças a memoria daqueles que souberam, em meio as dificuldades e privações, alicerçar o orgulho que agora sentimos de sermos herdeiros desta terra. Eles souberam, em poucos anos, tudo vencer. O solo árduo e dificultoso tornou-se como num passe de mágica, em tapete bordado de plantações. As videiras foram capazes de torna visível este milagre de fartura.

Eles souberam vencer, por isso. não esperaram pelo amparo financeiro do poder público, iniciaram as pequenas indústrias de ontem que geraram os complexos industriais de hoje.
Souberam vencer, porque consigo trouxeram um verdadeiro e firme sentimento religioso; conservando em seus corações, transmitiram a fé de seus descendentes. Por isso “o Testemunho das gerações anteriores ainda está vivo aos nossos olhos, nas comunidades capelas, nos oratórios e igrejas que construíram com sacrifício.”

E, de semana em semana, de festa em festa, continuamos, esta crença, esta união, esta alegria de um povo que se reúne e busca uma resposta aos anseios de um povo que caminha.

Nos últimos anos, a nossa festa está recebendo uma contribuição sempre mais amparada pelo que foi realizado na caminhada do povo movido pela fé e pela oração.

“A ÚNICA SABEDORIA QUE PODEMOS PRETENDER ADQUIRIR, É A SABEDORIA DA HUMILDADE… E A HUMILDADE É INFINITA…” – T.S. ELIOT

PARABÉNS A TODOS OS QUE TEM FÉ, E TAMBÉM AQUELES QUE ENTENDE, O VALOS DA NOSSA HISTÓRIA.

Sobre o autor

Assunta De Paris

Assunta De Paris

Historiadora e colunista do Jornal Semanário há 30 anos.
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